br15_Como virar sua cidade_Santa Inês_São Paulo

Febrero 2014

O curso INTERVENÇÕES URBANAS E ARQUITETURA POPULAR, realizado no SESC Pompéia (arq. Lina Bo Bardi) durante várias semanas,  abordou as principais estratégias de intervenção urbana, arquitetônica e social por parte de coletivos multidisciplinares que trabalham com a cidade. Mostrou diversas maneiras de se apropriar do espaço urbano para evidenciar e expor problemas políticos e sociais.

 

Todo o aprendizado acumulado ao longo do curso foi colocado em prática em um lugar da cidade carente de intervenções e transformações. Em um mutirão com a comunidade e pessoas interessadas, os alunos, junto aos coletivos, realizaram uma intervenção temporária na favela de Santa Inês, na zona leste da cidade (local de trabalho do Ateliê AZU e foco do grupo Como Virar sua Cidade), iniciando o processo de transformação do lugar com seus moradores.

 

Piquenique comunitário, grafite, projeção do filme Cidade Cinza, campeonato de bolinha de gude, show de música latino americana com o grupo Palimpsesto, construção de jardim vertical e galeria de arte itinerante são algumas das atividades que foram feitas com os moradores da favela Santa Inês no sábado e domingo.

 

A ação é a primeira de uma série que a rede planeja fazer na cidade, com o objetivo de mobilizar os moradores, ocupar e revitalizar espaços públicos.

 

“O evento é uma oportunidade de troca de experiências entre os coletivos de intervenção urbana e a comunidade de Santa Inês. É também uma porta de entrada para que mais iniciativas se articulem com os moradores e contribuam para o desenvolvimento local de forma sustentável”, explica Alex Fisberg, diretor executivo da Fundação Fenômenos, articuladora da rede Como Virar a sua Cidade.

 

Nove grupos participantes da rede Como Virar a sua Cidade realizaram intervenções urbanas, ações de reaproveitamento de lixo, vídeo, artes plásticas e educação ambiental. A ocupação do espaço público e a transformação da cidade em um lugar mais humano é o denominador comum desses grupos que, antes de se unirem, já executavam seus projetos em várias regiões da capital.

 

A rede nasceu durante a Virada Sustentável de 2013 e já expôs seus projetos na X Bienal Internacional de Arquitetura, no ano passado. A partir dessa articulação, a rede decidiu realizar uma intervenção coletiva e escolheu, como ponto de partida, o projeto já desenvolvido pelo Ateliê Azu, que há sete anos atua com cerâmica artesanal e arte-educação na comunidade Santa Inês.

 

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